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18 junho, 2007

Algumas palavras





Se eu pudesse apagar os erros que cometí e, no lugar destes, inserir um beijo, abraço e a frase 'eu te amo', as coisas seriam melhores. Sei que, infelizmente, de nada adiantarão as palavras que traçarei aqui mas, mesmo assim sendo, escreverei.
Eu gostaria muito de poder olhar nos olhos da mulher que ainda mora dentro de mim e dizer novamente o quanto sinto por tê-la magoado, o quão fui estúpido nos últimos tempos mesmo com coisas que eu julgava inofencivas; gostaria muito de poder reparar todas as minhas falhas e recomeçar mostrando todo meu carinho, todo meu amor que, por falta de experiência, maturidade, 'semancol', por infantilidade deixei de demonstrar. Apagar a última frase que disse a ela no último momento em que estivemos juntos, frase esta dita no cúmulo do impulso sobre a razão, sobre meus sentimentos que me diziam para abraçá-la, beijá-la, mostrar um pouco do tanto que tinha -e tenho- guardado para ela em meu peito. Esta frase ecoa dentro das minhas lembranças e me parece um cachorro vivo, me devorando por dentro.

Começamos em uma madrugada gelada e solitária, cada um em sua 'torre'; eu ainda atormentado com fantasmas do passado que decidí deixar de lado e viver o presente, parar de sofrer por coisas que já não me diziam respeito e dedicar-me novamente a alguém. Ela, tão doce, tão gentil, preocupada com o 'rapaz triste do blog'; eu, isolado de todos pela timidez, por não conseguir de imediato me soltar em público, por navegar no sombrio lodo de um passado que me machucava sem ter motivos para tal. Afinal, passado é passado.
Lembro do primeiro encontro, na ocasião da palestra do ilustre Ariano Suassuna, algumas cervejas, alguns cigarros, e ela me pareceu uma mulher tão culta, tão legal! Depois, na despedida, um beijo delicioso, um beijo que jamais esquecerei por toda a minha vida. Não consumava-se 'oficialmente', mas acontecia alí, dentro do seu carro (ou, cavalo branco, como gostávamos de brincar), o marco de início de um namoro apaixonado, de uma relação que sonhávamos ser duradoura.
A paixão era intensa; as noites ficavam curtas quando juntos, infinitas quando tão distante estávamos... eu contava as horas para poder vê-la, para beijar aqueles lábios rosados, sentir seus cabelos compridos e tão lindos brincarem no meu rosto. Sua face bela que me obrigava a uma auto-indagação: "como eu, J.L., estou com uma mulher dessas?"
Ela me apoiou desde o início, me inseriu em seu círculo social, me mostrou coisas que eu jamais havia visto, me fez provar sensações nunca sentidas, me fez gostar verdadeiramente de alguém como jamais havia gostado. Havia um carinho mútuo, um 'querer fazer bem ao outro' inigualável, uma ajuda recíproca, um apoio que agradecerei por todos os dias da minha vida. Sou imensamente grato por tudo que me fez!
Então, enfim, conseguí arrumar um emprego!! Poderia ajudá-la como assim ela o fez inúmeras vezes. Poderíamos conseguir coisas juntos, eu poderia presenteá-la como queria tanto fazer antes e não conseguia!! Poderíamos ir ao cinema, teatro, fazer um sem-fim de coisas. Fui à São Paulo para o treinamento da empresa onde trabalho até hoje, fiquei duas semanas lá... as duas semanas mais longas de toda a minha vida!!! A mais de 1000 Km de distância eu contava e juntava dinheiro para poder conversar com ela através do meio que nos uniu, nos melhores momentos da minha estadia no longínquo estado. Aqueles minutos, horas, de conversa virtual amenizavam minha saudade, apasiguavam minha alma que, por deus, queria estar com ela alí, ou em qualquer lugar: o importante era estar com ela!! Conseguia ligar para ela por poucos minutos diários, e ouvir sua tão doce voz que quase fazia meu coração sair pela boca de ansiedade pela volta!! Contava os minutos, as horas para voltar e revê-la!!! E assim se fez; numa noite de domingo retornei, e pude beijá-la com todo o amor que havia guardado durante estes intermináveis dias de distância. Um beijo longo, carinhoso, demorado, perfeito! Eu a amava tanto quanto amo hoje!
Então comecei a morar em sua casa, á partir daquele reencontro. Havia sim o mau - humor das manhãs, as expressões 'ranzinzas' por bobagens, as indiretas inconcientes que tanto machucaram -e me culpo indiscutivelmente hoje por tudo isso- e as palavras duras que não tinham nenhum motivo, palavras que nada justificariam suas presenças. Mas eu a amava, queria estar com ela, lhe ajudava em diversas coisas, mostrava que a queria sempre comigo; fazia declarações, pegava-me inúmeras vezes dizendo a mais simples frase, que expressa toda uma devoção: eu te amo.
Mas a magoei com pequenas coisas, inúmeras vezes. Queria poder apagar toda minha idiotice, todos os meus erros, toda a displicência e até mesmo negligência com que a tratei algumas vezes. Queria poder olhar nos olhos dela e dizer, como muitas vezes já disse, que é ela a mulher que amo, a mulher que tem como moradia absoluta o meu coração, a mulher que me fez enxergar como eu realmente agia e, nestes mais de 4 meses, ajudou-me a crescer também. Dizer que há a vontade de construir muito e muito junto a ela, expressar de todas as formas possíveis o arrebatador sentimento que carrego em mim. E dizer que falhei, dizer que falhei muito e que o arrependimento mata, sim, pois corrói a alma de quem cometeu o erro. E pedir perdão milhonésimas vezes, se necessário, por todas as minhas falhas. Em momento algum deixei de amá-la. Verdadeiramente.

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