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26 janeiro, 2014

Vícios da vida




São inúmeros os vícios da nossa vida. Durante este curto espaço de tempo em que vivemos -aqui na Terra- somos puxados por uma mão gigante para os obscuros becos dos vícios, dos quais muitos algumas vezes não retornamos jamais
Bebida, cigarro, maconha, jogos. Esta é apenas uma minúscula amostra do que está a nossa volta, do que suga nossas energias, do que acaba com nossa alma. Largar um vício é uma via-crucis, pois depois de adquirido, esta droga toma parte de nosso corpo, dos nossos sentimentos, do nosso cotidiano. Largar o cigarro não tem sido nada fácil neste um ano e meio que se passou.
São tantos os prazeres da vida (futebol, mulheres, homens, filmes, cinema, musica, canto...) que fica incoerente dizer que o seu vício é realmente necessário para um bem-estar (momentâneo?) e, depois de ter passado por tantas dificuldades (nenhuma maior que o desafio de, quando pequenos, dar os primeiros passos autonomamente), não é justo deixar a vida, a alegria, as amizades, os amores se perderem por causa de um vício, que corrompe a alma, destroi o corpo.
Com o tempo descobriremos a fantástica magia do mundo sem vícios, -ou morreremos sem entender o prazer da liberdade- , e, ao olhar para trás, perceberemos que então vivemos para nós, sem uma substância ou objeto que jamais lhe proporcionaria felicidade verdadeira. Pra ser sincero, felicidade nenhuma.
Já apaguei meu cigarro.

20 maio, 2013

Cada um na sua

 
Somos diferentes mas todos tão iguais, cada qual com seus medos, receios, angústias e solidões. Nossa vida é uma cartilha de momentos que contam uma história maravilhosa no apanhado de contos, experiências e no vão "tic-tac" de um segundo. Até o carvalho mais frondoso tombará por terra um dia.
Nossos erros nos conduzem a aprendizados, os aprendizados nos propiciam acertos futuros; uma hora se erra e na outra, vencemos. Não é preciso ganhar sempre, não é possível ganhar sempre, os sorrisos não são eternos e após as tempestades mais traiçoeiras o sol brilhará no horizonte. Sempre.
Cada um na sua, com muita coisa em comum.

14 abril, 2013

Dein ist mein ganzes Herz



Dein ist mein ganzes Herz!
Wo du nicht bist, kann ich nicht sein.
So, wie die Blume welkt,
wenn sie nicht küsst der Sonnenschein!
Dein ist mein schönstes Lied,
weil es allein aus der Liebe erblüht.
Sag mir noch einmal, mein einzig Lieb,
oh sag noch einmal mir:
Ich hab dich lieb!
Wohin ich immer gehe,
ich fühle deine Nähe.
Ich möchte deinen Atem trinken
und betend dir zu Füssen sinken,
dir, dir allein! Wie wunderbar
ist dein leuchtendes Haar!
Traumschön und sehnsuchtsbang
ist dein strahlender Blick.
Hör ich der Stimme Klang,
ist es so wie Musik.
Dein ist mein ganzes Herz

28 março, 2013

An Die Freude

 
 
O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern lasst uns angenehmere anstimmen
und freudenvollere!
                       
Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder
Wo dein sanfter Flügel weilt.
                       
Wem der grosse Wurf gelungen
Eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund.
                       
Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen,
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott!

Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.

Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Seid umschlungen, Millionen.
Dieser Kuss der ganzen Welt!
Brüder! Über'm Sternenzelt
Muss ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muss er wohnen.

10 março, 2013

À Beira Do Pantanal





Foi lá na beira do Pantanal
Seu corpo tão belo enterrei
Foi lá que eu matei minha amada
Sua voz na lembrança eu guardei:
"Por que, meu querido
Por que, meu amor
Cravaste em mim teu punhal?
Meu peito tão jovem sangrando assim
Por que esse golpe mortal?"

Assassinei quem amava
Num gesto sagrado de amor
O sangue que dela jorrava
A sede da terra acalmou
E lá onde jaz o seu corpo
Cresceu junto com o capim
Seus lindos cabelos negros que eu
Regava como um jardim

A lei dos homens me condenou:
Perpétua será tua prisão
Porque foi eu mesmo quem calou
Com aço aquele coração

E eu preso aqui nessa cela
Deixando minha vida passar
Ainda escuto a voz dela
No vento que vem perguntar:
"Por que, meu querido
Por que, meu amor
Cravaste em mim teu punhal?
Meu peito tão jovem sangrando assim
Por que esse golpe mortal?
Cravaste em mim teu punhal
Por que esse golpe mortal??

Composição: Cláudio Roberto / Raul Seixas 

06 março, 2013

Natália



Vamos falar de pesticida
E de tragédias radioativas
De doenças incuráveis
Vamos falar de sua vida
Preste atenção ao que eles dizem
Ter esperança é hipocrisia
A felicidade é uma mentira
E a mentira é salvação
Beba desse sangue imundo
E você conseguirá dinheiro
E quando o circo pega fogo
Somos os animais na jaula
Mas você só quer algodão doce
Não confunda ética com éter
Quando penso em você eu tenho febre

Mas quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você

É complicado estar só
Quem está sozinho que o diga
Quando a tristeza é sempre o ponto de partida
Quando tudo é solidão
É preciso acreditar num novo dia
Na nossa grande geração perdida
Nos meninos e meninas
Nos trevos de quatro folhas
A escuridão ainda é pior que essa luz cinza
Mas estamos vivos ainda

E quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você

01 fevereiro, 2013

Minhas belezinhas. Que venham outras!!

 



  

 



 
 

Vivo per lei



Vivo per lei da quando sai
la prima volta l'ho incontrata
non mi ricordo come ma
mi è entrata dentro e c'è restata
Vivo per lei perché mi fa
vibrare forte l'anima
vivo per lei e non è un peso

Vivo per lei anch'io lo sai
e tu non esserne geloso
lei è di tutti quelli che
hanno un bisogno sempre acceso
come uno stereo in camera
di chi è da solo e adesso sa
che è anche per lui, per questo
io vivo per lei

È una musa che ci invita

a sfiorarla con le dita

atraverso un pianoforte
la morte è lontana
io vivo per lei

Vivo per lei che spesso sa
essere dolce e sensuale
a volte picchia in testa una
è un pugno che non fa mai male

Vivo per lei lo so mi fa
girare di città in città
soffrire un po' ma almeno io vivo

È un dolore quando parte

Vivo per lei dentro gli hotels

Con piacere estremo cresce

Vivo per lei nel vortice

Attraverso la mia voce
si espande e amore produce

Vivo per lei nient'altro ho
e quanti altri incontrerò
che come me hanno scritto in viso
io vivo per lei
Io vivo per lei
sopra un palco o contro ad un muro

Vivo per lei al limite

anche in un domani duro

Vivo per lei al margine

Ogni giorno una conquista
la protagonista sarà sempre lei

Vivo per lei perché oramai
io non ho altra via d'uscita
perché la musica lo sai
da vero non l'ho mai tradita

Vivo per lei perché mi da
pausa e note in libertà
Ci fosse un'altra vita la vivo
la vivo per lei

Vivo per lei la musica

Io vivo per lei

Vivo per lei è unica

Io vivo per lei
Io vivo per lei
Io vivo per lei

03 janeiro, 2013

O show deve continuar - Freddie Mercury

http://www.youtube.com/watch?v=4ADh8Fs3YdU



Espaços vazios... Pelo que nós estamos vivendo?
Lugares abandonados
Eu acho que já sabemos o resultado
De novo e de novo, alguém sabe o que nós estamos procurando?
Um outro herói, outro crime impensável
Atrás da cortina, na pantomima
Segure a linha, alguém quer segurar um pouco mais?
O show deve continuar
O show deve continuar, sim
Por dentro meu coração está se partindo
Minha maquiagem pode estar escorrendo
Mas meu sorriso permanece...

O que quer que aconteça, eu deixarei tudo à sorte
Uma outra melancolia, um outro romance fracassado
De novo e de novo, alguém sabe pelo que nós estamos vivendo?
Eu acho que estou aprendendo
Eu preciso me aquecer agora
Em breve estarei virand
a esquina agora
Lá fora está amanhecendo
Mas dentro da escuridão estou ansiando para ser livre
O show deve continuar
O show deve continuar, sim, sim
Por dentro meu coração se parte
Minha maquiagem pode estar escorrendo
Mas meu sorriso permanece...

Yeah yeah, whoa wo oh oh

Minha alma é pintada como as asas das borboletas
Contos de fada de ontem vão crescer mas nunca morrer
Eu posso voar - meus amigos
O show deve continuar
O show deve continuar
Eu irei enfrentar tudo com um grande sorriso
Eu nunca irei desistir
Adiante com o show!!

O show deve continua
O show deve continuar

Oh, eu vou dar um lance maior, eu vou superar
Eu tenho que achar vontade para continuar
...continuar com o show
...continuar com o show
O Show - o show deve continuar

Vera Verinha - Raul Seixas

http://www.youtube.com/watch?v=fKfTlp5d85Y
 
Vera, Verinha
Vera, verás
Que serás minha
Sempre serás

Vera, Verinha
Vera, verás
Que serás minha
Sempre serás

Vera, menina
Preste atenção
Ouça o que eu digo
Nesta canção

Vera, Verinha
Vera, verás
Que serás minha
Sempre serás

Azul no céu
Verde no mar
Somente a minha
Vera, verá

01 janeiro, 2013

Pedro



O rapaz de cabelos castanhos chamava-se Pedro. Sentado em sua cadeira de balanço na
varanda ele apreciava a vida que passava diante dos seus olhos, perguntando para seu
coração se era ele digno de todas as bençãos que recebeu da sua vida, ao longo de todo seu
tortuoso caminho. Sabia que no passado precisou fazer inumeras escolhas, muitas destas de
forma equivocada que o jogaram ao fundo do poço de onde por vezes imaginou não conseguir
sair, mas em todas estas ocasiões, em cada tropeço que cometera, havia sempre uma
bondosa mão para ajuda-lo a reerguer-se. Tive sorte -murmurou consigo enquanto se divertia
com a crença dos homens que atribuem tudo aquilo que lhes é desconhecido à Obra Divina.
Apagou o cigarro pela metade, alcançou seu casaco por sobre a mesa de madeira castigada
pelo tempo e levantou-se, precisava tomar banho e se aprontar para sair. Se havia um Deus,
Ele tratou de presenteá-lo com mais uma mágica possibilidade de viver, mais um dia de vida.
Sua noite tinha sido como há muito não lhe ocorrera: não teve sono por um instante sequer.
Despiu-se em direção ao banheiro para tomar uma ducha quente, o que certamente prorrogaria
o sono ladrão que viria a cavalo mais tarde, pronto para carregar consigo todo ânimo de um
dia de quarta-feira. A água quente deslizava por seus ombros, massageava seus músculos
lhe conferindo um bem-estar absoluto, quase sagrado, enquanto a espuma do sabonete
desenhava traços disconexos por toda pela branca de um jovem suburbano de vinte e poucos.
Reparou que estava mais magro, perdera cerca de cinco quilos nas últimas semanas e atribuiu
esta diferença ao seu novo estilo de vida, de agir e pensar; havia decidido ser mais paciente
consigo e com os que o rodeavam, sem se deixar apunhalar pela maléfica bruxa da ansiedade
que o fazia comer quando não tinha fome. Comia pelo simples fato de comer, e comia muito
mal.
O dia já dava seu ar da graça, os primeiros raios solares abraçavam a Terra e o cheiro do
orvalho se dissipava mansamente ao passo que o mundo todo acordava para mais uma
jornada árdua de trabalho, afazeres domésticos, chefes histéricos e contas à pagar. Pedro
terminava de se vestir enquanto bebericava do café de ontém que ainda restava na garrafa
térmica. Sentia-se estranhamente disposto naquela manhã e incrivelmente belo diante do
espelho, sensação que não recordava ter sentido nos ultimos dias. Aparou sua quase nula
barba ao som do seu cantor favorito que tocava no rádio. A música era muito pertinente para
os dias atuais de Pedro, que pretendia iniciar uma revolução em sua vida. A lâmina lambia seu
rosto e com uma precisão quase cirúrgica em poucos minútos não havia nada além de uma
aparência levemente mais jovial que há alguns minutos atrás. Seu casaco estava sobre o sofá
da sala, Pedro o pegou e acendeu um cigarro, caminhando em direção de silenciar a voz de
Frank, seu velho amigo de longa data. Com as chaves na mão ele se lançou para a rua, para
seu destino que já estava escrito muito antes dele sequer entender quem era e porque estava
neste mundo. Ele não precisava saber, bastava viver sua vida que tudo já estava decidido.

“...And not the words of one who kneels. The record shows, I took the blows and did it my way.”