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26 junho, 2007

Primata de duas décadas



Eis que falta menos de meio mês para que eu, este primata que lhes escreve com regularidade de católico de bar, complete duas décadas de existência por estes lados. Hora de repensar muitas coisas, relembrar os inúmeros caminhos que trilhei, recordar dos rostos que se fizeram presente diante de meus olhos, buscar alcansar nas catacumbas da memória sorrisos perdidos num vale sombrio chamado 'passado'. Muita coisa se fez, tanto ficou por fazer.
É engraçado pois, pego-me a sentir um sentimento de culpa pelas constantes burradas que cometí outrora, um certo remorço por distante ter ido e nada ter encontrado. Vendi meu corpo, assassinei a mim mesmo um sem fim de vezes tentando matar o que havia de errado dentro do meu ser; fugi, fugi e fugi sem, no entanto, conseguir enfim sair do lugar... Vendi terceiros, apanhei, bati, passei fome, chorei, sorri. Numa terra onde eu nem era esperado, pelo conjunto da Ópera não estou tão ruim assim.
Sinto-me desesperado, triste, solitário, acanhado; tantos caminhos se abrem aos meus olhos e não sei qual deles trilhar; não sei se devo ir ou vir, não sei nem se devo ficar e continuar.

I got pictures in my mind



















Wake up,
Grab a brush and put a little (makeup),
Hide the scars to fade away the (shakeup)
Why'd you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable

You wanted to,
Grab a brush and put a little makeup,
You wanted to,
Hide the scars to fade away the shakeup,
You wanted to,
Why'd you leave the keys upon the table,
You wanted to,

I don't think you trust,
In, my, self righteous suicide,
I, cry, when angels deserve to die, Die,

Wake up,
Grab a brush and put a little (makeup),
Hide the scars to fade away,
Hide the scars to fade away the,
Why'd you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable

You wanted to,
Grab a brush and put a little makeup,
You wanted to,
Hide the scars to fade away the shakeup,
You wanted to,
Why'd you leave the keys upon the table,
You wanted to,

I don't think you trust,
In, my, self righteous suicide,
I, cry, when angels deserve to die
In my, self righteous suicide,
I, cry, when angels deserve to die

Father(mother),
Father(brother),
Father(fuck you),
Father(ahhhh),
Father, into your hands
I commend my spirit,
Father, into your hands,

Why have you forsaken me,
In your eyes forsaken me,
In your thoughts forsaken me,
In your heart forsaken me oh!!

Trust in my self righteous suicide,
I, cry, when angels deserve to die,
In my self righteous suicide,
I, cry, when angels deserve to die.

(Chop Suey - SOAD)

25 junho, 2007

If Tomorrow Never Comes


If Tomorrow Never Comes

Renato Russo - The Stonewall Celebration Concert

Composição: K.Blazy / G.Brooks


Sometimes late at night
I lie awake and watch him sleeping
He's lost in peaceful dreams
So I turn out the lights and lay there in the dark
And the thought crosses my mind
If I never wake up in the morning
Would he ever doubt the way I feel
About him in my heart
If tomorrow never comes
Will he know how much I loved him
Did I try in every way to show him every day
That he's my only one
And if my time on earth were through
And he must face the world without me
Is the love I gave him in the past
Gonna be enough to last
If tomorrow never comes
'Cause I've lost loved ones in my life
Who never knew how much I loved them
Now I live with the regret
That my true feelings for them
never were revealed
So I made a promise to myself
To say each day how much he means to me
And avoid the circumstance
Where there's no second chance to tell him
how I feel
So tell that someone that you love
Just what you're thinking of

Se O Amanhã Nunca Vir

Algumas vezes tarde da noite
Eu finjo estar acordado e estou dormindo
Ela está perdida entre calmos sonhos
Então eu apago as luzes e me arranjo no escuro

E pensamentos cruzam minha mente
E se eu nunca acordar de manhã?
Ela duvidaria do que eu sinto
Por ela em meu coração?

Se o amanhã nunca vir
Ela saberá o quanto a amei,
Tentei de todas as formas mostrá-la todo dia
Que ela é meinha unica?
Se meu tempo na Terra estiver acabado
E ela precisar encarar o mundo sem mim
E o amor que a dei no passado
Será por fim o suficiente
Se o amanhã nunca vir?

Eu já perdi uns amores em minha vida
Que nunca souberam o quanto eu os amei
Agora eu vivo com o remorso de que
Meus verdadeiros sentimentos por elas nunca foram revelados.

Então eu fiz uma promessa a mim mesmo;
Dizer a cada dia o quanto ela significa pra mim,
E evitar a circunstância
Onde não há uma segunda chance
Para contá-la como eu sinto.

Se o amanhã nunca vir
Ela saberá o quanto a amei
Tentei de todas as formas mostrá-la todo dia
Que ela é minha unica?
Se meu tempo na Terra estiver acabado
E ela precisar encarar o mundo sem mim
É o amor que o dei no passado
Será por fim o suficiente
Se o amanhã nunca vir?

Então diga a quem você ama
Apenas o que você está pensando
Sobre se o amanhã nunca vir.



21 junho, 2007

Escalas de cinza


Ontem a ví novamente. Estava linda, continuava linda, continua linda. Conversamos em escalas de cinza; eu disse-lhe tudo o que precisava ser dito, demonstrei o tamanho do mau-estar por tudo que havia acontecido e, uma vez mais, disse que a amava. E pude, enfim, ouvir tal frase novamente...
Tudo que eu puder fazer para demonstrar meu amor, farei!

18 junho, 2007

Algumas palavras





Se eu pudesse apagar os erros que cometí e, no lugar destes, inserir um beijo, abraço e a frase 'eu te amo', as coisas seriam melhores. Sei que, infelizmente, de nada adiantarão as palavras que traçarei aqui mas, mesmo assim sendo, escreverei.
Eu gostaria muito de poder olhar nos olhos da mulher que ainda mora dentro de mim e dizer novamente o quanto sinto por tê-la magoado, o quão fui estúpido nos últimos tempos mesmo com coisas que eu julgava inofencivas; gostaria muito de poder reparar todas as minhas falhas e recomeçar mostrando todo meu carinho, todo meu amor que, por falta de experiência, maturidade, 'semancol', por infantilidade deixei de demonstrar. Apagar a última frase que disse a ela no último momento em que estivemos juntos, frase esta dita no cúmulo do impulso sobre a razão, sobre meus sentimentos que me diziam para abraçá-la, beijá-la, mostrar um pouco do tanto que tinha -e tenho- guardado para ela em meu peito. Esta frase ecoa dentro das minhas lembranças e me parece um cachorro vivo, me devorando por dentro.

Começamos em uma madrugada gelada e solitária, cada um em sua 'torre'; eu ainda atormentado com fantasmas do passado que decidí deixar de lado e viver o presente, parar de sofrer por coisas que já não me diziam respeito e dedicar-me novamente a alguém. Ela, tão doce, tão gentil, preocupada com o 'rapaz triste do blog'; eu, isolado de todos pela timidez, por não conseguir de imediato me soltar em público, por navegar no sombrio lodo de um passado que me machucava sem ter motivos para tal. Afinal, passado é passado.
Lembro do primeiro encontro, na ocasião da palestra do ilustre Ariano Suassuna, algumas cervejas, alguns cigarros, e ela me pareceu uma mulher tão culta, tão legal! Depois, na despedida, um beijo delicioso, um beijo que jamais esquecerei por toda a minha vida. Não consumava-se 'oficialmente', mas acontecia alí, dentro do seu carro (ou, cavalo branco, como gostávamos de brincar), o marco de início de um namoro apaixonado, de uma relação que sonhávamos ser duradoura.
A paixão era intensa; as noites ficavam curtas quando juntos, infinitas quando tão distante estávamos... eu contava as horas para poder vê-la, para beijar aqueles lábios rosados, sentir seus cabelos compridos e tão lindos brincarem no meu rosto. Sua face bela que me obrigava a uma auto-indagação: "como eu, J.L., estou com uma mulher dessas?"
Ela me apoiou desde o início, me inseriu em seu círculo social, me mostrou coisas que eu jamais havia visto, me fez provar sensações nunca sentidas, me fez gostar verdadeiramente de alguém como jamais havia gostado. Havia um carinho mútuo, um 'querer fazer bem ao outro' inigualável, uma ajuda recíproca, um apoio que agradecerei por todos os dias da minha vida. Sou imensamente grato por tudo que me fez!
Então, enfim, conseguí arrumar um emprego!! Poderia ajudá-la como assim ela o fez inúmeras vezes. Poderíamos conseguir coisas juntos, eu poderia presenteá-la como queria tanto fazer antes e não conseguia!! Poderíamos ir ao cinema, teatro, fazer um sem-fim de coisas. Fui à São Paulo para o treinamento da empresa onde trabalho até hoje, fiquei duas semanas lá... as duas semanas mais longas de toda a minha vida!!! A mais de 1000 Km de distância eu contava e juntava dinheiro para poder conversar com ela através do meio que nos uniu, nos melhores momentos da minha estadia no longínquo estado. Aqueles minutos, horas, de conversa virtual amenizavam minha saudade, apasiguavam minha alma que, por deus, queria estar com ela alí, ou em qualquer lugar: o importante era estar com ela!! Conseguia ligar para ela por poucos minutos diários, e ouvir sua tão doce voz que quase fazia meu coração sair pela boca de ansiedade pela volta!! Contava os minutos, as horas para voltar e revê-la!!! E assim se fez; numa noite de domingo retornei, e pude beijá-la com todo o amor que havia guardado durante estes intermináveis dias de distância. Um beijo longo, carinhoso, demorado, perfeito! Eu a amava tanto quanto amo hoje!
Então comecei a morar em sua casa, á partir daquele reencontro. Havia sim o mau - humor das manhãs, as expressões 'ranzinzas' por bobagens, as indiretas inconcientes que tanto machucaram -e me culpo indiscutivelmente hoje por tudo isso- e as palavras duras que não tinham nenhum motivo, palavras que nada justificariam suas presenças. Mas eu a amava, queria estar com ela, lhe ajudava em diversas coisas, mostrava que a queria sempre comigo; fazia declarações, pegava-me inúmeras vezes dizendo a mais simples frase, que expressa toda uma devoção: eu te amo.
Mas a magoei com pequenas coisas, inúmeras vezes. Queria poder apagar toda minha idiotice, todos os meus erros, toda a displicência e até mesmo negligência com que a tratei algumas vezes. Queria poder olhar nos olhos dela e dizer, como muitas vezes já disse, que é ela a mulher que amo, a mulher que tem como moradia absoluta o meu coração, a mulher que me fez enxergar como eu realmente agia e, nestes mais de 4 meses, ajudou-me a crescer também. Dizer que há a vontade de construir muito e muito junto a ela, expressar de todas as formas possíveis o arrebatador sentimento que carrego em mim. E dizer que falhei, dizer que falhei muito e que o arrependimento mata, sim, pois corrói a alma de quem cometeu o erro. E pedir perdão milhonésimas vezes, se necessário, por todas as minhas falhas. Em momento algum deixei de amá-la. Verdadeiramente.

16 junho, 2007

Hurt

Amor há




Tanto por fazer, tantos lugares a visitar, beijos, abraços, o sucesso festejar. Despedaçou-se a taça e o vinho, tão doce, fez-se rubra mancha no tapete da sala e na lembrança do belo sorriso que reside na mente; o castelo no futuro, a nova alma chegando do ventre. Muitas falhas, inúmeras arestas por polir, desejo imenso de se redimir e então crescer, construir uma vida toda ao lado de alguém.
E enfim, nos olhos novamente olhar e dizer: Eu te amo! Você é tudo pra mim!