09 agosto, 2008
01 agosto, 2008
Good bye blue sky, good bye

29 julho, 2008
Berros no ventilador

16 julho, 2008
21 anos de um primata

Sexta-feira, dia 18, completo 21 anos. Como é de se esperar de um canceriano melancólico e besta, não sou adepto de festas nem nada. Para mim é um dia comum, sem algo de especial, sem bolos, presentes, alegria e festividades. Só pelo fato de uma pessoa estar acrescentando em sua bagagem um ano a mais de vida é preciso fazer festa? Creio que não.
Mas não vamos nos ater a estes fatos, pois sei que aparecerá alguém dizendo "...é conversa, ele diz isso só pra que os outros fiquem com peninha e façam uma festinha...".
21 anos, muitas histórias, alguns acertos, alguns erros, muitas feridas. Em mim e nos outros. Não estou realmente contente em fazer 21 anos e ter quase nenhuma perspectiva para o futuro. Morro um pouco mais a cada dia e não é absurdo julgar que dentro de uns 10, 20 anos eu já nem esteja mais por aqui para vos falar neste blog. Sou muito desleixado comigo mesmo, desde quando era ainda um "menininho de calças curtas". Não vejo importância em cuidar da aparência, tem dias que acordo inimigo do mundo. Meus dias são tão um lixo que sinceramente já quis inúmeras vezes dormir e não acordar mais.
Acho que não se pode querer muito mais da vida, embora muitos me digam que sou um vencedor por tudo que passei desde revirar lixeiras para obter alimento até onde estou hoje, que sou um poeta romântico apaixonado pela vida só porque escrevo meia-dúzia de bobagens bonitas e gosto de música erudita. Parece besteira, parece coisa adolescente, parece mentira mas há muito tenho estado cansado. Há muito tenho acordado, olhado para os lados e pensado "que merda, mais um dia". Há muito vejo pessoas na mesma situação que eu vencendo na vida, me fazendo me senir um lixo maior ainda. Há muito percebo nos olhos das pessoas um cansaço esquisito, uma dor que contrasta com os largos sorrisos que tentam esconder um desconforto maior por dentro. Há muito olho no espelho e não enxergo nada.
Não, não sou otimista, não sou favorável às coisas boas da vida. Elas já passam a metros de distância de mim.
Parabéns pra você, e não pra mim, por se dispôr a ler estas baboseiras infames.
"Não é melancolia, é que aqui não é a dança da garrafinha, são dois extremos... nós somos alegres mas nós não somos felizes, existe toda uma melancolia e uma saudade portuguesa, que a gente herdou dos portugueses, que a gente nem começou a resolver..."
"O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus."
11 julho, 2008
Brincadeiras do Microsoft Word
CASO 1
Faça o seguinte:
1. Escreva no 'Word' em letras maiúsculas: Q33 NY (referente a quadra 33 de Nova Iorque, que é onde estavam as torres gemeas do dia 11 de Setembro 2001).
2. Selecionem e aumentem o tamanho da letra para 72.
3. Selecionem e mudem o tipo de letra para Wingdings.
Veja o resultado.
CASO 2
1. Abra o Word
2. Escreva: =rand(200,99)
3. Tecle enter e espere 3 segundos.
O que acontece???
07 julho, 2008
Je n'aurais pas

28 junho, 2008
Toda rosa possui espinhos

É incrível como as pessoas pensam que, só pelo fato delas terem problemas em suas vidas, os problemas dos outros são ínfimos. Me agride tremendamente ser acusado de algo que, de fato, não cometi e, da mesma forma me sinto, quando pessoas acusam, ferem, têm lapsos egoístas e tempos depois, confrontadas com a realidade sórdida de suas palavras, colocam-se tais quais um cachorro moribundo, acuado, soltando sempre o mesmo latido dissonante "mas eu não disse isso".
Sejamos homens e mulheres de arcar com as flechas lançadas! Sejamos maduros o suficiente para entender que nesta vastidão de pensamentos existem outras pessoas que pensam, magoam-se e também possuem sentimentos. Há pessoas que colocam seus sentimentos num pedestal e usam da sórdida bandeira do "eu tenho sentimentos, sabia?", como se mais ninguém os tivesse.
Entristece, e sei que meu tom de voz não é o mais brando possível quando meu estopim já inexiste mas não é pra menos. Não suporto alfinetadas "eu não preciso disso... não dou alfinetadas em ninguém!" nem egocentrismos.
12 junho, 2008
Dia dos namorados

Doy toda me vida
A quién se enamora de mi
Y no existe nadie
Que pueda alejarme
De lo que yo siento por ti
Dicen que no saber
Buscarte flores
Que no podré ofrecerte
Ningún regalo
Dicen que yo he sufrido
De mal de amores
Y que mi corazón
No se ha curado
La mia ragazza sa che non è vero
La mia ragazza sa che quando
Quando m’innamoro
Io do tutto il bene
A chi è immamorato di me
E non c’è nessuno
Che mi può cambiare
Che mi può staccare da lei
Cuando me enamoro
Doy toda me vida
A quién se enamora de mi
Y no existe nadie
Que pueda alejarme
De lo que yo siento por ti
A chi mi dice vivi
Un altro giorno
Todos comprenderán
Que cuando
Cuando me enamoro
Doy toda me vida
A quién se enamora de mi
E non c’è nessuno
Che mi può cambiare
Che mi può staccare da lei
Quando m’innamoro
Io do tutto il bene
A chi è immamorato di me
Y no existe nadie
Que pueda alejarme
De lo que yo siento por ti
06 junho, 2008
Desemprego
Legião Urbana
Renato Russo
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Só esse desespero
Esqueço quando bebo
E é mais um aumento
Não tenho mais dinheiro
Atraso o aluguel
Mau compro alimento
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Trabalho o tempo inteiro
To procurando emprego
Quem vai ser despedido?
Quem vai dançar primeiro?
E o pouco que eu recebo
É uma metade pelo meio
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Só esse desespero
Esqueço quando bebo
Quem vai ser despedido?
Quem vai dançar primeiro?
E o pouco que eu recebo
É uma metade pelo meio
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo...
29 maio, 2008
21 maio, 2008
Não queria acordar amanhã...
"Puts, esse Trovador só reclama, aqui e no orkut dele... atitude meio emo dele..."
Eu to me lixando pro que as pessoas pensam sobre meu blog, se ele é bonito, divertido, irritante, negativista... escrevo pra tentar segurar nas pedras e escalar este abismo, apenas isso. Se você acha que vai me fazer escrever sobre quantos travestis o jogador Ronaldo comeu ou falarei mais uma vez sobre o caso da menina que despencou de um edifício, quando escreve comentários de baixo calão me xingando, está enganado. Não sigo a maré.
"Mas que diaxo, parece que esse cara é um africano aleijado, reclama tanto da vida.."
O que acontece é que não sento simplesmente numa cadeira dura em minha casa, acendo um cigarro e penso sobre "como minha vida é uma merda, mas nada posso fazer". Tento mudar caminhos, tento buscar novos hábitos, busco alternativas. Só que nada dá resultado, então escrevo aqui.
Que lixo, acho que se não tivesse tomado no meu há um tempo atrás hoje tentaria as mesmas besteiras que antes tentei. Não, não adianta escreverem "tadinho, qué um docinho, bebê?" ou "cresça, pare de se lamentar e vá a luta..." ou ainda, por fim, "você é forte, acredito em você!!"; tudo está uma merda e não queria acordar amanhã quando for dormir hoje.
09 maio, 2008
Homenagem a quem me faz bem.

Feijoada no almoço!

17 abril, 2008
Desconhecido fogo

Encontraram-se poucos instantes depois, e colocaram-se em caminhada ao fast-food. No meio do caminho Sâmara dizia seus problemas, suas frustrações amorosas e lembrava com intenção desconhecida, embora estranha, da vez que 'ficara' com Renato, meses atrás. Continuaram caminhando. Indo de encontro com o desejo da moça, Renato sacou de seu bolso um cigarro e fez o ar tomar um tom acinzentado, com o típico odor dos componentes do tabaco. Sâmara protestou, mas em vão. Tomaram o outro lado da rua quando estavam se aproximando do restaurante, enquanto Renato alternava as palavras com as tragadas do cigarro.
Logo mais, passaram diante de um ponto-de-ônibus e uma jovem desconhecida abordou Renato. Perguntando-lhe se tinha fogo, invadiu o mundo acinzentado do rapaz apressado que passava pelo local. Cordialmente ele respondeu que sim e emprestou o isqueiro. A jovem moça agradeceu e permaneceu sentada, inerte, fumando seu cigarro com um prazer incomum. Renato olhou para trás enquanto se distanciava daquela desconhecida que, por algum motivo, mexera com ele. Mais alguns metros, chegaram ao destino.
Seu nome é Bruna, e está há horas aguardando o ônibus para voltar embora. A distância de onde está e sua casa lhe permitem caminhar, voltar embora sem o transporte coletivo, mas, por cansaço, capricho, segurança, prefere esperar o ônibus. Os carros passam, os ônibus passam, as pessoas passam; ela permanece. A agonia da demora e a falta de cigarro -sim, ela já havia fumado o último e estava, agora, sem cigarro, sem ponto de compra dado o horário, cansada- a deixam impaciente nervosa. Os minutos passam, e ela permanece...
Renato sai do fast-food morto de vontade de voltar embora. Sâmara alega que precisará esperar um ônibus para ir a casa de uma amiga, entregar-lhe um dinheiro; então caminham ao ponto-de-ônibus e aguardam o fatídico ônibus que demora, também, a passar. Bruna permanece sentada na parte de trás do ponto. Passados muitos minutos, alguns cigarros, muitas reprimendas de Sâmara ao Renato pela excessiva fumaça, enfim chega o ônibus da moça. Sâmara se despede e parte. Renato, bastante exausto, senta e percebe, de relance, que a desconhecida do fogo está ainda no ponto, agoniada, em pé quase que rezando para que seu ônibus chegue logo.
Bruna caminha na direção de Renato, como uma gata que chega sem ser notada e abocanha o novelo de lã. Antes pedira fogo, agora um cigarro. Renato, que a fitava a distância sem a moça saber, não nega o pedido, e, bem humorado, inicia uma conversa trivial, assuntos de praxe.
A conversa se desenvolve naturalmente como se ambos se conhecessem há muito; Renato tomando cuidado com suas palavras para não parecer um idiota - algo corriqueiro a ele-, Bruna prestando atenção neste rapaz também desconhecido e nos ônibus que passavam. Nenhum era o dela. Passados alguns instantes, um grupo de amigos de Bruna aparecem. Cumprimentam-se, cumprimentam Renato e, um deles, com a voz e feição engraçados, indaga se estavam namorando. Um perfeito embaraço se forma no grupo de jovens e Renato, sem poder escolher, sente seu pescoço e rosto arder, esquentar. Ficara vermelho com uma pergunta normal, embora bastante indiscreta.
A agitação chega e carrega o grupo de rapazes e moças que conversavam com Bruna, deixando Renato e ela a sós novamente. O papo estava gostoso, bastante descontraído e Renato, sempre tímido, contando os minutos para, enfim, fazer uma pergunta sutil, comum, normal: "Qual seu telefone?". Quando estava quase para perguntar, a moça levantou-se rapidamente e disse ser a sua condução, precisava ir embora. Despediram-se com um beijo no rosto e Bruna, com sua mochila, esperava os demais adentrarem no ônibus. Renato pensou em ir atrás, para conversarem um pouco mais, mas não foi. Algo o segurava. Permaneceu sentado, acendeu um cigarro, e pensou aquela desconhecida que, por algum motivo, mexera com ele naquela noite.
18 março, 2008
Dever ia

Sorrisos por interesse, lágrimas por pesar.
Existe a paz, a salvação do espírito, paraíso e vida eterna?
Não sei mais, não sei mais.
Gravatas ambulantes, saias caras desfilando um produto barato.
Palavras vazias, vazio da alma. Alma inexistente.
Algodão no céu, aviso nos jornais.
Armas nas prisões, jaulas dentro de nós.
Somos animais terríveis prontos para dar o bote.
Não, nada está correto, onde deveria estar.
Não existem deuses, a fé é no dinheiro.
Lixo espalhado dentro da sua carteira,
dentro da sua bolsa,
dentro do seu convívio,
dentro da onde não deveria estar.
Não entendo a igreja,
desconheço a política,
(nossa vida é política),
odeio a polícia,
não estou onde deveria estar.
Nada está onde deveria estar.
Nada estou onde deveria estar.
Estamos jovens.
Dever ia est ar.
11 março, 2008
Miserere - Andrea Bocelli & Zucchero Fornaciari
Miserere, miserere,
miserere, misero me,
però brindo alla vita!
Ma che mistero, è la mia vita,
che mistero!
Sono un peccatore dell’anno
ottantamila,
un menzognero!
Ma dove sono e cosa faccio,
come vivo?
Vivo nell’anima del mondo
perso nel vivere profondo!
Miserere, misero me,
però brindo alla vita!
Io sono il santo che ti ha tradito
quando eri solo
e vivo altrove e osservo il mondo
dal cielo,
e vedo il mare e le foreste,
vedo me che...
Vivo nell’anima del mondo
perso nel vivere profondo!
Miserere, misero me,
però brindo alla vita!
Se c’è una notte buia abbastanza
da nascondermi, nascondermi,
se c’è una luce, una speranza,
sole magnifico che splendi dentro me
dammi la gioia di vivere
che ancora non c’è!
Miserere, miserere,
quella gioia di vivere
che forse
ancora non c’è.
04 fevereiro, 2008
Jesus chorou - Racionais MCs
17 janeiro, 2008
Fabiana Almeida: PARABÉNSSS!!!!!

29 dezembro, 2007
Meu lugar não é aqui!

16 dezembro, 2007
Já houveram mais flores neste jardim

Os ventos só fazem arrastar as folhas secas de lugar, mas elas permanecem apodrecendo, empesteando, emporcalhando um local antes tão sagrado e limpo. Ajeitado. Não existe beleza na miséria, não mais.






